É uma parábola oriental, singela, pitoresca, de rara eloquência.

Um vizinho encontrou Aladim ajoelhado, procurando alguma coisa:

– O que você está buscando, meu irmão?

– Minha chave perdida, – respondeu Aladim, sério e compenetrado.

Silenciosos, os dois colocaram-se de joelhos, rezando para encontrar a bendita chave.

Depois de algum tempo o vizinho perguntou:

– Aladim, onde foi que você perdeu a sua chave?

– Na minha casa.

– Mas, santo Deus, porque você a procura neste local?

– Porque aqui existe mais luz, maior claridade.

Aqui eu vejo melhor.

Lição: o ser humano, inquieto, insatisfeito, incacabado, é alguém sempre em busca de paraísos perdidos, de sonhos irrealizados. Tecida de momentos, a felicidade humana é uma felicidade de exílio, porque sempre nos falta alguma coisa. Trevas invadem invariavelmente nossas horas de claridade.

“Até nas flores se encontra estranha sorte.

Umas enfeitam a vida, outras enfeitam a morte”

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